Qualquer pessoa que se dizendo cristã, escolhe continuar vivendo na carne e fingindo virtudes cristãs que sabe não possuir (hipocrisia), a andar no Espírito, o Único realmente capaz de produzir nos crentes os verdadeiros Frutos de uma vida genuinamente transformada por Deus.
A palavra “fariseu” significa “separados”, “santos”.
Originalmente, os Fariseus era um grupo religioso dentro do judaísmo hebreu, devotos da Torá, livro sagrado que reúne os cinco livros conhecidos como Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Foram eles também os criadores de um conjunto de tradições e costumes civis, morais e religiosos transmitidos oralmente, chamdos de Lei Oral, e de um local de culto dos judeus chamado Sinagoga.
Dizem, os historiadores, que surgiram provavelmente por volta do século II A.C. com a missão de trazer o povo judeu de volta a obediência à Palavra de Deus, salvando-o, do ponto de vista deles, da apostasia e da corrupção moral e espiritual resultantes da influência da cultura grega (helenismo) sobre os hebreus. Todavia, já nos dias de Jesus Cristo apresentavam-se como um grupo de religiosos fanáticos e hipócritas peritos na arte de manipular as leis para seu bel prazer e interesses pessoais.
Jesus Cristo, quando esteve fisicamente entre nós, se opôs pública e severamente aos Fariseus, afirmando que todo o sistema ético e religioso deles era uma verdadeira falácia: “Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lucas 12.1). “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando” (Mt.23.13).
Podemos entender dos ensinos de Jesus Cristo a respeito dos fariseus, principalmente em seu discursso registrado no capítulo vinte e três do Evangélho de Mateus, que a mais maléfica das caracteristicas perniciosas dos fariseus era a hipocrisia: a habilidade de fingirem virtudes que sabiam sabe não possuir.
Fica claro que aos olhos de Jesus Cristo, a hipocrisia é um cancer que corrói e mata a verdadeira espiritualidade cristã e a verdadeira devoção a Deus, reduzindo-as a mero ritualismo religioso formal, mecânico, frio, vazio, estério e morto: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós”. (Mt. 23.15).
Mas voltando a nossa pergunta inicial: Quem são os Fariseus do século XXI?
São todos aqueles que se dizem cristão, mas preferem continuar vivendo na carne e fingindo virtudes cristãs que sabem não possuírem, a submeterem suas vidas à plenitude do Espírito Santo, o Único que realmente capaz de produzir nos crentes os Frutos de uma vida verdadeiramente transformada por Deus.
São todos aqueles que se dizem cristão, mas preferem andar pela vista do que pela fé nas promessas de Deus.
Se dizem cristãos mas colocam as tradições humanas e religiosas acima da Santa Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.
São todos aqueles que sabem dizer aos outros o que se deve fazer, mas eles mesmos não o fazem. Atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles, porém, nem com o dedo querem movê-los.
São todos aqueles que fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas igrejas; e o serem chamados pelos homens: Mestre, Mestre.
São todos aqueles que “coam um mosquito, mas engolem um camelo”. Que conseguem enxergar um cisco no olho do próximo mas não conseguem enxergar uma trave no seu próprio olho. São todos aqueles que dizimam a hortelã, o endro e o cominho, e desprezam o mais importante da lei: “o juízo, a misericórdia e a fé”.
São todos aqueles que valorizam mais a aparência do que a essência, que por fora parecem limpos, mas que por dentro (coração) estão cheios de todo tipo de iniqüidade; semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
São todos aqueles cuja “espiritualidade” não passa de mandamentos de homens, em que foram instruídos (“que maquinalmente aprenderam”), e cuja “devoção” resume-se tão somente em aproximar-se de Deus apenas com a suas bocas, e com os seus lábios o honram, mas em seus corações se afastam para longe do Senhor, e o seu temor para Ele consiste apenas num ritualismo formal, mecânico, frívolo e vazio”
São todos aqueles que, bem lá no fundo, se sentem e se acham “mais santos”, melhores e “menos pecadores” que os demais pecadores deste mundo, como se fossem cristãos “... por natureza, e não pecadores dentre os gentios”.
São todos aqueles que vivem uma “religião” onde não há espaço para o perdão, para a graça e o amor de Deus. Uma “religião” onde não há espaço para se estar com os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.
São todos aqueles que nutrem no coração amarga inveja, e sentimento faccioso, se gloriando e mentindo contra a verdade, não sabem controlar suas línguas venenosas; sabem o que devem fazer, mas não o fazem.
São todos... inclusive pode ser eu e pode ser você, basta para isso que a nossa espiritualidade cristã: amor, fé, devoção, ética, louvor, adoração, serviço, ministérios, santidade, etc., seja caracterizada pela Hipocrisia: “a arte de fingir ser aquilo que sabemos não ser, e possuir as virtudes que sabemos não possuir”. Assim como era a fé e a espiritualidade (na verdade, religiosidade) dos fariseus do primeiro século.
Que o Senhor nos guarde de vivermos uma vida cristã hipócrita, apenas de fachada, de aparência, sem nenhuma conscistência e verdade. Uma vida cristã podre, muito pareceida com aquela descrita pelo profeta Isaías: “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído”. (Is. 29.13).
Que o Senhor nos conceda misericórdia e graça para vivermos uma vida cristã na plenitude do Espírito Santo, onde cada um de nós, administre aos outros o dom como recebemos, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. (I Pe. 4.10). “Pois, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade.” (Hb. 12.28).
Meu alvo para 2012: Pela graça de Deus e para Sua glória, retomar a caminhada cristã na plenitude do Espírito Santo; olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus Cristo; até chegar à unidade da fé, e ao pleno conhecimento do Filho de Deus, a homem maduro, à medida da estatura completa de Cristo; não sendo mais como um menino inconstante, levado em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente; antes, seguindo a verdade em amor, crescer em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Amém!




